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SEDE DO DISTRITO DE ABUNÃ TERÁ QUE SER TRANSFERIDA POR CAUSA DA USINA DO JIRAU

abuna-2A Secretaria de Projetos Especiais e Defesa Civil de Porto Velho (Sempedec) informou, através do site da prefeitura, que “todo distrito de Abunã terá que ser transferido para um local mais alto”. Na realidade, trata-se da sede do distrito, onde moradores estão sendo prejudicados após a construção da Usina Jirau.

O secretário da Sempedec, Vicente Bessa, explicou em matéria publicada no site do município que a secretaria constatou, através de estudos realizados pela Agência Nacional de Águas (Ana), que o nível do lençol freático está muito elevado por causa do reservatório da Usina Jirau.

Ainda de acordo com Vicente Bessa, a elevação do nível do lençol freático prejudica as atividades agrícolas da região, uma das principais fontes de sobrevivência das famílias que residem no distrito.

Devido ao nível do rio Madeira ter ultrapassado 15 metros, o prefeito da capital, Mauro Nazif (PSB) decretou estado de alerta. Mas outra preocupação é com a segurança das barragens das usinas de Santo Antônio e Jirau, devido ao aviso de que há risco de rompimento.

A possibilidade de que as barragens se rompam se tornou pública devido a insistentes pronunciamentos do deputado Léo Moraes (PTB), que encaminhava constantemente matérias aos veículos de comunicação por meio de sua assessoria de imprensa.

Nas matérias, Léo Moraes citava declarações do doutor em biologia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Philip Fearnside, pesquisador de renome internacional que participou de audiência pública na Assembleia Legislativa do Amazonas, onde explicou a situação.

Philip Fearnside disse que as barragens das usinas do Madeira não foram construídas para suportar um volume de água tão grande. O pesquisador explicou que os estudos para a execução da obra foram feitos com base nas cheias ocorridas há dez anos. Naquele período as enchentes eram bem menores.

Foi marcada, a pedido de Léo Moraes, audiência pública na Assembleia Legislativa de Rondônia no final de 2015. Philip Fearnside se deslocou a Porto Velho, mas a audiência não aconteceu porque o deputado viajou e não voltou a tempo. Ele teria perdido o voo.

Léo Moraes não encaminhou matérias através de sua assessoria explicando oficialmente a razão de a audiência pública não ter acontecido, apesar de as chuvas estarem intensas e do seu alerta de que as barragens poderiam não suportar o volume de água.

O Ministério Público Federal em Rondônia alertou que, em caso de rompimento de barragem, os trabalhadores teriam pouca ou nenhuma chance de sobreviver.

Agora, Léo Moraes remarcou a audiência para o próximo dia 5 de maio, às 10 horas, no plenário da Assembleia Legislativa.

Mais uma vez o deputado citou declaração de Philip Fearnside, de que os vertedouros, que servem para escoar a água acumulada no reservatório durante o período de chuva, não possuem capacidade para enchentes no futuro. O parlamentar só não explicou se o pesquisador virá novamente a Porto Velho.

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