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GUAJARÁ MIRIM: VEREADORES PODEM PREJUDICAR QUASE 2.000 ALUNOS

GUAJARÁ MIRIM: VEREADORES PODEM PREJUDICAR QUASE 2.000 ALUNOS

A Secretária de Educação de Guajará-Mirim, Maria Tereza Crespo Ribeiro, declarou que está muito preocupada, porque a decisão dos vereadores pode prejudicar os alunos.

A Câmara de Vereadores de Guajará poderá causar um sério problema no sistema educacional do município, porque as últimas ações do legislativo municipal deixam claras evidências de que a campanha eleitoral ainda não acabou. Como a cidade passa por uma crise política preocupante, a atitude dos vereadores realmente fecha portas para a solução de alguns problemas.

Quando o vereador Sergio Bouez assumiu o cargo de prefeito interino, os vereadores trabalharam para ajudá-lo administrar, tanto que ele se credenciou até mesmo para disputar o cargo de prefeito. Entre os atos da Câmara que visavam ajudar a administração, está um projeto de lei aprovado por eles cujo objetivo é conceder gratificações aos professores municipais, para que eles possam assumir uma carga maior de aulas, evitando que os alunos sofram prejuízos. O projeto tramitou rapidamente em virtude da necessidade e, na ocasião, foi aprovado por unanimidade. Assim, surgiu a lei nº 1.957/2017, do mês de fevereiro.

Como todos sabem, a campanha em Guajará foi marcada por diversas agressões envolvendo assessores e cabos eleitorais, numa proporção que chocou muitos eleitores. Talvez por isso o número de abstenções tenha sido tão alto. Nas eleições do dia 02 de abril, 8.146 eleitores não compareceram para votar. Este número foi superior à votação obtida pelo prefeito interino, Sérgio Bouez, que obteve 7.753 votos. Vale salientar que a grande maioria dos vereadores estava na campanha do candidato derrotado nas urnas. Estranhamente, a lei aprovada por eles para ajudar resolver os problemas do município não será mais aplicada.

A lei não será aplicada por quê? Porque os vereadores que apoiaram Serginho Bouez simplesmente se reuniram na Câmara, logo após o resultado das eleições, e aprovaram uma nova lei, tornando sem efeito a lei que eles mesmos tinham aprovado para resolver os problemas da educação, ou seja, os vereadores, numa atitude de retaliação, votaram contra os alunos. Entre os votos contrários aos interesses dos alunos está o voto do presidente em exercício da Casa, Mário Cesar de Carvalho (PMDB), que aliás é professor da rede municipal e conhece os problemas. A tramitação do projeto que revogou a lei aconteceu em dois dias, e aconteceu depois da eleição, ou seja, a ideia era mesmo criar um problema. Na sessão em que este projeto prejudicial aos alunos foi discutido o prefeito interino esteve presente para prestigiar.

Além de Mario Cesar, votaram para revogar a lei os vereadores Arão Wão Hara Oraramxdein   ( PTB);  Gilmar Augusto Oro Não   ( PMDB ); Augustinho Figueiredo de Araújo( PDT ); Eduardo Rosas Paes de Azevedo ( PSB ) e Adanildson Sicsu Gomes ( PC do B ). Analisando os fatos, é realmente uma grande coincidência que somente vereadores que apoiaram o prefeito interino tenham votado desta maneira. Entre os apoiadores do candidato Sérgio Bouez, o único que não votou com o grupo foi o vereador João Vanderlei de Melo (PSDC) demonstrando que as paixões de campanha não podem ultrapassar o resultado das urnas. Todos os vereadores precisam ajudar a educação. As crianças matriculadas nas escolas municipais não podem ser penalizadas por brigas políticas.

Em contato com nossa equipe de reportagem, a Secretária de Educação de Guajará-Mirim, Maria Tereza Crespo Ribeiro, declarou que está muito preocupada, porque a decisão dos vereadores pode prejudicar cerca de 1.700 alunos. A pergunta que muitas pessoas fazem é: será que os vereadores teriam revogado a lei, se o prefeito eleito fosse o candidato apoiado por eles? É importante registrar que alguns vereadores que votaram para revogar a lei possuem filhos matriculados nas escolas municipais, fato que mostra a proporção da incoerência.

Em resumo, podemos dizer que a nova Casa de Leis, que criou uma esperança na população, pela renovação, atua contra os interesses da comunidade e não se importa com quem será prejudicado pelos atos do legislativo. A continuar assim, é muito difícil acreditar que a cidade vai se livrar da grave crise que enfrenta, há vários anos.

Fonte: Guajará Noticias

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